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Prótese de baixo custo para implante facial é desenvolvida com apoio do CTI Renato Archer

Técnica chamada fotogrametria foi desenvolvida por pesquisadores brasileiros permite a captação de detalhes do rosto com o uso da câmera de um smartphone. Modelagem da prótese é feita com softwares gratuitos. "O próximo passo é utilizar impressoras que tenham um custo baixo para fazer a impressão final da prótese. A tendência é o barateamento das impressoras 3D e, assim, cada vez mais a metodologia ser aplicada e melhorada", afirma o artista Cícero Morais.

  • Publicado: Sexta, 06 de Janeiro de 2017, 15h54
  • Última atualização em Terça, 10 de Janeiro de 2017, 11h33

 Imagem com fundo verde escuro. Além disso, aparecem oito figuras sequênciais do processo de produção da prótese de um olho (prótese). A primeira imagem mostra um molde na cor azul claro e no formato de um olho; a segunda imagem é um molde transparente e ilustra a parte interna do olho; a terceira figura ilustra um molde do olho na cor vermelho ; a quarta imagem já demonstra a prótese do olho com a pigmentação da cor da pele do paciente, bem como aparecem a sobrancelha e o olho na cor preto; a quinta imagem é uma figura 3d da face do paciente; a sexta, sétima e oitava figura aparece o paciente com a prótese já colocada.

Primeiro implante foi concluído na semana passada com um paciente de São Paulo (SP).
Crédito: Divulgação/MCTIC

Uma equipe de pesquisadores desenvolveu uma prótese facial humana de baixo custo impressa em três dimensões. O projeto foi feito com apoio do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), e a implantação em um paciente que perdeu parte do rosto em decorrência de um câncer foi concluída na última semana, em São Paulo (SP).

A técnica para criação da prótese é chamada de fotogrametria. Com uma série de fotos tiradas de ângulos diferentes e uso de um software livre, os pesquisadores conseguiram desenvolver uma malha digital da face do paciente. O formato da prótese é calculado com base no lado oposto do rosto. Após os testes de encaixe, é feita a impressão da estrutura, que é adaptada e pigmentada para ser usada no paciente.

Segundo o artista gráfico Cícero Moraes, que participou do projeto, a novidade dessa técnica é a captação de detalhes do rosto como marcas de expressão e o uso de equipamentos mais simples, como um smartphone, para tirar as fotografias. Para ele, a participação do CTI Renato Archer foi fundamental para o sucesso do projeto.
"O CTI não se resume só à impressão 3D. Lá existe uma série de especialistas em digitalização e modelagem na área de saúde que nos deram apoio para o desenvolvimento dessa técnica e nas impressões iniciais. O CTI foi um coautor dessa metodologia", relata.

Na opinião de Moraes, o menor custo de produção da prótese é importante tanto para ajudar as pessoas que precisam quanto para a aplicação da técnica em qualquer lugar do mundo. "O próximo passo é conseguir utilizar impressoras que tenham um custo baixo para fazer a impressão final da prótese. A tendência é o barateamento das impressoras 3D e, assim, cada vez mais a metodologia ser aplicada e melhorada em qualquer lugar do mundo e mais pessoas serem ajudadas", afirma.

Os estudos que levaram à criação da prótese começaram em 2015, como parte do mestrado do pesquisador Rodrigo Salazar, da Universidade Paulista (Unip). O projeto também contou com a colaboração da especialista Rose Mary Seelaus, da Universidade de Illinois, Chicago, que estuda próteses faciais para humanos há 20 anos.
Fonte: MCTIC

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